"COMO ORGANIZAR A ECONOMIA PARA GERAR RIQUEZA E CONFORTO SEM EXAURIR OS RECURSOS NATURAIS DA TERRA"
Economia versus Planeta Terra " A economia é como um organismo faminto em fase de crescimento"
Um dos maiores dilemas da atualidade é o conflito entre o crescimento econômico e a questão ambiental.
Alguns economistas da atualidade ignoram os limites naturais, e às vezes esquecem que o tamanho da Terra é fixo, e que os recursos naturais como água, e minerais, se esgotam.
Tem ocorrido um grande crescimento econômico, porém tem consumido cada vez mais recursos e tido muitas mudanças na Terra. De uns 70 anos pra cá, a População triplicou, e tem consumido mais recursos, e consumido mais. Nossa economia está chegando num ponto, que vai ultrapassar os limites da Terra de sustentá-la e de suportá-la. Os recursos acabam, e começa a super lotar os lixões.
A economia é como um organismo faminto em fase de crescimento, que consome nossos recursos como o carvão, árvores, peixes, e com eles produz energia. Depois despeja os resíduos como o dióxido de carbono, lixo e água suja.
Economista Alternativo "Aqueles que fogem, pois, do dito padrão tradicional e fazem o vento soprar em direção contrária" Os economistas alternativos entendem que a economia só faz sentido se for usada para atender as necessidades humanas. E que precisamos respeitar os limites da natureza, até porque seus recursos são finitos. Eles não usam o pensamento da economia tradicional que recomenda o crescimento econômico infinito e exponencial. E querem conciliar natureza com crescimento econômico. Acreditam que os agentes econômicos não são os donos da Terra, e sim seus hóspedes. Alguns desses economistas já são vistos como referência e aos poucos, vão ganhando mais espaço no cenário acadêmico.
Herman Daly "Poderiamos substituir o imposto de renda por uma taxa sobre o consumo de recursos.Isso incentivaria o melhor uso da natureza." Herman Daly foi o primeiro a apontar esse conflito entre a economia e a questão ambiental, quando estava no Banco Mundial, em 1998, e hoje é professor da Universidade de Maryland. Ele é um dos principais defensores e divulgadores da idéia de uma economia sustentável. Ele admite que depois de 200 anos de crescimento econômico, é difícil imaginar como seria uma economia estável e sustentável. E diz que essa mudança tem que ser gradual, e sugere a substituição do Imposto de Renda por uma taxa sobre o consumo de recursos naturais. Por exemplo, cobrando pelo óleo bombeado do fundo da terra ou pelo peixe tirado do mar. Isso incentivaria as empresas e as pessoas a um uso mais consciente desse material. O excesso de embalagens desapareceria. Sugere, também, que poderia ser criado um imposto sobre o carbono emitido, e viagens com combustíveis fósseis ficariam proibitivas, e estimularia o transporte público e os veículos com tecnologias limpas. E as empresas venderiam menos produtos e ofereceriam mais serviços. Por exemplo, em vez de comprarmos o carro, alugaríamos, e a empresa seria responsável, pela manutenção e reciclagem do produto. Ele conclui que não afetaria nossa qualidade de vida uma economia que não cresce, pois depois de conquistar as necessidades básicas, a felicidade vem de uma renda relativa. E afirma que a relação felicidade e renda é limitada. Ter menos coisas não significa ser menos feliz, sendo possível trazer ainda mais felicidade, e ainda deixar um planeta inteiro para nossos netos.
Outros economistas Esse olhar diferenciado da economia não para de surgir, tem outros economistas alternativos como MANFRED MAX-NEEF, que escreveu um livro que descreve uma abordagem à 'economia que leva em conta as pessoas',e é conhecido também por seu trabalho em áreas atingidas pela pobreza em países em desenvolvimento. O caso específico de Steven Levitt e Stephen Dubner, com “Freakeconomics”, que se tornou, em pouco tempo, best-seller em vários lugares. É o caso ainda de Tim Harford, com “O Economista Clandestino”; de Diane Coyle, com “Sexo, Drogas e Economia”; de Riane Eisler, com “A Verdadeira Riqueza das Nações” e, principalmente, dos trabalhos do economista norte-americano laureado com o Nobel, Gary Becker, que levou o prêmio justamente por ter estendido o domínio da análise microeconômica para uma escala de comportamento humano e interações, incluindo o comportamento extra-mercado.
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