A questão das sacolas plásticas

on domingo, 11 de abril de 2010

Está muito em discussão, hoje em dia, o uso das sacolas plásticas, pois há, principalmente, duas vertentes de pensamento a respeito do assunto.

O primeiro ponto de vista apoiado pelos ecologistas é de que não se deve usar esse tipo de sacola, pois não é biodegradável, ou seja, só irá se decompor daqui a centenas de anos. Também, esse tipo de material é oriundo do petróleo, e para a obtenção do plástico, muitos processos agressivos a natureza são necessários. Apenas no estado de São Paulo, 18% de todo o lixo produzido são de sacolas plásticas. Em todo mundo, cerca de 1milhão de sacola plásticas são descartadas por minuto, e um dia são quase 1,5 bilhão.

O material orgânico que se encontra dentro da sacola começa a se decompor, contudo, não pode se unir a terra e formar o húmus que fornece os nutrientes necessários ao desenvolvimento das plantas, assim, os aterros sanitários não conseguem se renovar e serão finitos.

As sacolas de plástico que são fornecidas pelos mercados e estabelecimentos comerciais hoje são visivelmente frágeis, portanto, nem se imagina o reuso destas sacolas. Mas, se não se deve usar sacolas plásticas, que alternativas devem ser levadas em consideração? Foi neste momento que a atenção se voltou às antigas sacolas de pano ou reutilizáveis.

Estas apresentam uma vida útil longa, entretanto um investimento inicial mais elevado, pois não são fornecidas gratuitamente nos estabelecimentos de compra de produtos. Outro porém é de que se inesperadamente decide-se fazer compras, deve-se ter a mão sacolas reutilizáveis.

O ministério do meio ambiente tem uma campanha chamada de “Saco é um Saco” que tenta conscientizar a população a respeito do uso das sacolas plásticas e sugerir alternativas para os consumidores na hora de fazer suas compras. Nesta campanha, uma das alternativas que se sugere são as caixas de papelão, nas quais os mercados recebem os produtos. Esta solução é viável, contudo, deve ser apoiada pelos mercados para que estes forneçam tais materiais aos clientes.

A visão exposta pelos comerciantes é de que economicamente as sacolas reutilizáveis não são vantajosas, pois os usuários só as comprariam uma vez, e só a substituiriam quando não houvesse mais condições de uso. Se isto ocorresse amplamente, as empresas que fornecem embalagens e plástico em geral ruiriam, e desta forma, toda a indústria do petróleo sofreria abalos. A indústria do petróleo é o setor de negócios mais rentável e importante de todos os países e suas respectivas bolsas de valores, por isso, não é de interesse real dos governos apoiar esta ideia.

Outro ponto que é apresentado é de que se não houvesse sacolas plásticas, aonde seriam acondicionados os lixos não recicláveis? Esta é uma questão de extrema importância e de difícil resposta. Para o lixo orgânico há a resposta: sacolas biodegradáveis. Apesar de mais caras são absorvidas pela terra em cerca de 18 meses e assim não haveria mais a questão apresentada acima na reportagem; o material orgânico em processo de degradação acondicionado na sacola.

Contudo, os materiais não recicláveis como espelhos, adesivos e lâmpadas ainda não tem uma solução. Isto nos faz pensar se não deveriam deixar de existir tais materiais. Mas esta é outra questão também muito discutida atualmente.

Por fim, pode-se perceber que o real problema das sacolas plásticas ou reutilizáveis não é o seu uso em si, e sim a estrutura econômica por traz dos olhos dos consumidores para que ambas apresentem facetas positivas e negativas.

Paula Galan de Paula

Fontes: www.sacsplast.libertar.org

www.sacoeumsaco.com.br

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