É fato que a cultura atual, imposta à grande parte da população urbana, hoje sendo 50% da população mundial, é a cultura do consumo. E mesmo que, para a maioria, isto não seja algo palpável, continua sendo o sonho e o objetivo de muitos indivíduos. Todo este "luxo" é mostrado a todo o tempo em canais de televisão, revistas, jornais, programas de rádio e está em toda a parte como a melhor forma de se viver; e este é o problema, porque pessoas sem condições financeiras e culturais anseiam por este modo de vida sem o discernimento do que é a realidade em si e o que é utópico. Outro fato que também envolve este culto pelo consumo, é o que ele acarreta para o meio-ambiente inúmeros desfalques, gerando lixo, gastando fontes de energia não-renováveis, subjugando pessoas, desmatando fauna e flora e muitos outros quesitos. E aqui vem a questão; será que há algum sentido em incentivar toda a sociedade em agir desta forma?
E é aí que surgem os projetos de conscientização da sociedade, que abarcam estes problemas de uma forma pacífica e racional. O principal objetivo é mostrar quais problemas estão presentes neste sistema corrosivo de hoje em dia, sendo eles sociais, ambientais ou até econômicos, e a maioria visa alertar aqueles que têm falta de possibilidades ou de interesse em problemas de importância global, que podem ser resolvidos com ações locais e simples, porém eficazes. Um exemplo muito sucinto destes projetos são os "ecodocumentários" que trazem à tona os problemas que muitas vezes não temos a capacidade de enxergar, mas que são nocivos para o mundo em que vivemos; eles abordam o público com uma linguagem simples e dinâmica, capaz de fazer o mais leigo no assunto se interessar por aquilo que se passa, um ótimo documentário que faz juz a todas essas caracteristicas é chamado Ilha das Flores:
A conscientização da população impossibilitada financeiramente é importantíssima, pois ela constitui de, por volta, 80% de toda a população mundial, e são manipulados por uma minoria que tem interesses próprios muito distintos e voltados para suas possibilidades de consumo estratosféricas. Assim, mesmo se uns poucos, se conscientizarem com estes projetos criados em prol de um ambiente saudável e tiverem vontade e criatividade para criar seus próprios e conscientizar mais outros poucos, este ciclo, será algo que irá salvar o planeta de uma exploração sem causa e sem sentido e torná-lo, de novo, em um local habitável social e ecologicamente.
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